Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
Tudo começou em 2005. O Ministério da Educação, no seguimento de uma proposta da autoria da Associação Cívica República e Laicidade, ordenou que as escolas retirassem os crucifixos das salas de aula. O Governo justificou a decisão invocando "o respeito pela diferença". Esta mesma associação fez um pedido em Junho passado ao Ministério da Saúde para que igual medida fosse aplicada nos hospitais. Agora, chegado o novo ano, outra vez o Ministério da Educação recomenda que não se denominem os estabelecimentos de ensino com nomes religiosos. Eu estou verdadeiramente impressionado com a actividade desta Associação Cívica República e Laicidade. Não me surpreendia nada que tivesse ligações a outras entidades de igual actividade frenética em campos de importância fundamental como o uso ou não de colheres de pau, as bolas de Berlim ou o tamanho legal da maçã reineta. Temos gente séria em tudo quanto é sitio. Mas voltando a esta Associação Cívica e super-activa com preocupações que exigem medidas tão drásticas e urgentes de respeito à diferença: porque é que os cristãos têm sempre de pagar as favas nas sociedades maioritariamente cristãs? Porque será que este tipo de associações estão na Europa e não no Sudão ou no Iraque a exigir pelo direito à diferença? Se querem pôr crucifixos ou pôr nomes de santos às escolas, deixem as pessoas em paz. Um santo a mais numa escola não faz mal a ninguém.


Publicada por Carlos Quevedo às 22:28
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Comentários:
De Luís Bonifácio a 8 de Janeiro de 2008 às 15:51
Esta "Associação Cívica" que se diz ser herdeira do Jacobino Costa e dos Buíça está a enviar abaixo assinados para impedir a participação de unidades militares na homenagem a El-Rei D. Carlos no próximo dia 1 dde Fevereiro


De Ana Cristina Leonardo a 8 de Janeiro de 2008 às 02:18
as associações cívicas têm de se ocupar com qualquer coisa e como dizia a Yourcenar, citando alguém que agora não me ocorre, o nosso problema é não sermos santos. quanto aos crufixicos, é verdade que me fazem impressão mas há temas fracturantes que ainda mais...


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