Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Nicolas Sarkozy teve um acidente cardíaco enquanto fazia jogging. Os médicos confirmaram que as tonturas se deveram a uma mistura de esforço físico, num dia particularmente quente, e a uma carga excessiva de trabalho. Para mim, é suficiente. Não concordo com os comentários sectários que explicavam o problema com Carla Bruni ou o exercício físico. Os mais abrangentes responsabilizavam ambos. Como diria Obama, são estúpidos. Os homens que morreram pela paixão vivida com as suas mulheres morreram sempre na cama. Não incluo os suicidas que com certeza morreram nos mais variados sítios. Durante o jogging é mais delicado. No entanto, os casos são menos frequentes que aquilo que nos querem fazer acreditar os gordos que não o praticam. Quem quer juntar as duas causas numa explicação do acidente cardíaco, nunca fez jogging ou nunca viveu uma paixão desalmada. Caso contrário saberia que não se podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Eu acho, muito simplesmente, que há coisas que são extenuantes. Ser presidente de uma nação influente, ou que tem uma variedade infindável de queijos, como bem assinalou De Gaulle; estar apaixonado; ter filhos próprios e de outros casamentos; pagar as pensões das anteriores mulheres; não querer ter barriga; pôr a comunidade islâmica do país contra ele e contra o país; receber ameaças da Al-Qaeda; ter de aturar a política exterior do Reino Unido; continuar a ser amigo da Alemanha, que durante séculos foi o pesadelo dos franceses; depender do gás da Rússia; serem só estrangeiros a ganhar o Tour de França; o acelerador de partículas instalado na fronteira com a Suiça a continuar a não funcionar; os sensores de velocidade do Airbus da Air France terem propiciado o trágico acidente, e os submarinos franceses não terem conseguido recuperar as caixas pretas. Os americanos ainda não gostam dos franceses, os espanhóis tampouco. São muitas coisas para uma pessoa só. Não há razões para nos surpreendermos se o presidente francês tiver um pequeno transtorno cardíaco. Muito bem está ele de saúde, apesar de tudo. A meu ver, o homem é de ferro. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:55
Comentar

Comentários:
De Carlos Carvalho a 4 de Agosto de 2009 às 12:15
Presumo que os "censores" de velocidade do Airbus sirvam para fazer algum tipo de censura à dita-cuja . Obrigado, pois até hoje apenas conhecia os sensores que serviam para a ajustar automaticamente a determinadas condições...


De Carlos Quevedo a 4 de Agosto de 2009 às 14:57
Caro Carlos Carvalho, obrigado pela sua observação. Ando a precisar de férias... Um abraço. Carlos Quevedo


Comentar post

Arquivo do blogue
Subscrever feeds
blogs SAPO