Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

É natural que todos, alguma vez na vida, tenhamos tido amigos que se tornaram indesejáveis. Faz parte da vida que o tempo seja o nosso melhor filtro para saber quem é nosso amigo e quem não é. Claro que o problema é que ninguém tem tempo para ficar à espera que o tempo nos poupe tempo. É por isso que alguns de nós temos um certo tipo de intuição. Quando não a temos, tentamos provocar situações que nos sirvam de testes. Mesmo assim temos de ter algum tempo e alguma disposição para testar os nossos testes. Por tudo isto, os políticos em geral não podem ter amigos e os governantes, em particular, têm de ter tento na língua e não confundir interesses de Estado com amizade, amor ou sexo. Contudo, julgo que continua a ser certo que só a experiência individual serve para alguma coisa e mesmo assim… Bem, o problema é uma personagem chamada Hugo Chávez, que foi considerado amigo para facilitar certas oportunidades convenientes ao Estado e, se tudo funcionasse como devia ser, a Portugal. Ficou provado que os narco-guerrilheiros das FARC tinham lança-foguetes provenientes das forças armadas venezuelanas. Mais recentemente, o amigo Chávez fechou trinta e quatro rádios privadas por serem anti-nacionais. Não vale a pena mencionar que Chávez tem um acordo de cooperação nuclear com o Irão. Nunca fui contra vender ou comprar fosse o que fosse a Venezuela, mas isto de sermos amigos é outra coisa. Já que existem organismos inúteis como a ERC ou desmesurados como a ASAE, não era má ideia termos um protocolo que nos protegesse do vocabulário afectivo e limitasse o favoritismo diplomático com sedutores endinheirados como Chávez. È por essas e por outras que gosto da época dos chaperones e das formalidades. Muitos erros foram evitados, e muitas raparigas ansiosas por mostrar que eram raparigas foram poupadas. Podem ter passado de moda, mas que protegiam, lá isso, protegiam. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:18
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Comentários:
De Óscarito a 7 de Agosto de 2009 às 22:09
Não sei se ainda está em vigor este provérbio/expressão popular. Mas esteja ou não acho que se aplica a este caso:
diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és...!


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