Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Um historiador e funcionário das Alfândegas da Bélgica, Marc Vermeeren, e um jornalista, Jean-Paul Mulders, conseguiram decifrar o ADN de Adolf Hitler. Dez anos de investigação levaram-nos a descobrir quarenta descendentes do ditador nazi. Três bisnetos do pai de Adolfo vivem em Long Island nos Estados Unidos sob o nome Stuart-Houston. Para não transmitir o seu perigoso património genético, decidiram não ter filhos. A Humanidade agradece, embora isto da hereditariedade não seja assim tão simples. Senão, a gente boa seria descendente de gente boa e os maus a mesma coisa. No entanto, a intenção não é má. A maior parte dos familiares de Hitler vive numa aldeia austríaca. Todos mudaram o apelido para o pouco original Schmidt ou o vagamente judaico Komppensteiner. O grupo mais interessante é outro, que por estupidez ou uma certa e escondida admiração mudaram o nome de Hitler para o suspeito Hüttler. Seja como for, os investigadores belgas revelaram, talvez para nos tranquilizar, que nenhuns deles se parecem fisicamente ao sinistro ditador. Coisa que ponho em dúvida. Todos sabemos que até o senhor da mercearia da esquina, só com um pequeno bigodinho chaplinesco, se torna um sósia do Adolfo. O que terão os familiares sobreviventes de Hitler, que mesmo com a prova do bigode, não revelam nem uma sequer vaga semelhança? Só se fossem albinos com nanismo ou gigantismo pituitário. Estou convencido de que esta árdua investigação, que inclui a penosa tarefa de Vermeeren ter lido mais de quinhentas biografias de Hitler e de ter escrito ele próprio duas é inútil. Não nego que a possibilidade do mal personificado se possa repetir, como se tem repetido com outros monstros na Europa, Ásia e América do Sul. Mas para haver dois Hitlers na mesma família há que ter mesmo azar. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:43
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