Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Os países da União Europeia mostraram-se preocupados com os testes balísticos efectuados pelos Guardas da Revolução iranianos. O Governo francês, para dar um exemplo, considerou que, ao testar mísseis de médio e longo alcance, o Irão está a “reforçar as preocupações dos países da região”. Não é para menos. Se o Irão tem mísseis que chegam a Israel isso significa que também podem chegar à Arábia Saudita e ao Iémen no sul. Para Leste, podem atingir a Índia, com o Paquistão incluído por nós, mas excluído por eles. A China também pode ser alcançada, mas só a parte tibetana, e é sabido que até era um favor que lhe faziam. A Rússia pediu à comunidade internacional para “não ceder às emoções” e evitar uma escalada de tensão. Isto porque se está nas tintas para o Kazakistão, o Uzbequistão, o Turquemenistão e outros países terminado em -ão da zona. Claro que estes também podem ser afectados. Mas isso levaria a incluir, por uma questão de laços históricos, a Bulgária, a Roménia, a Ucrânia e a Jugoslávia. A Europa está preocupada por causa da Turquia, da Grécia, do Chipre e, talvez, de Malta. Suponho que não será preciso lembrar-vos que não se trata só de mísseis. A ideia de o Irão poder chegar a ter bombas nucleares dá um significado especial aos foguetes. E é aqui que quero chegar. Há anos que estão a tentar impedir que esse país de xiitas, para não dizer outra coisa, tenha a capacidade de utilizar o urânio. Parece que quem tem uma central nuclear, também pode ter uma bombinha. Como todas as tentativas de inspeccionar essas centrais, entre aspas, pacíficas, são infrutuosas, penso que podemos resolver o problema de uma outra perspectiva. Deixemos os iranianos fazer as suas centrais e as suas bombas atómicas. Não faz mal. O importante é proibir o seu transporte. Uma bombinha nuclear, desde que não possa sair do sítio, não tem problema nenhum. Proíbam os transportes aéreos, os TGV da terra, e, obviamente, os mísseis. Se lhes apetecer rebentar uma dessas bombas no Irão, podem fazê-lo. À vontade, façam favor. Além fronteiras é que não. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:26
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