Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Quem não leu o Público de hoje perdeu a rara oportunidade de ser um português feliz. A abundância de boas notícias fizeram-me sentir que estava num episódio do Twilight Zone, em que a personagem um dia acorda num pais parecido com a Disneylândia. Até o perigo da pandemia da gripe A era benéfica para os maltratados empresários. O H1N1 tornou-se um negócio florescente. Os produtos de carácter preventivo são um sucesso comercial. A gripe A é um sucesso em Portugal. Os portugueses ganharam uma medalha de prata nas Olimpíadas de Física. Que tenham sido no Chile e que o primeiro lugar tenha sido obtido por Cuba não desmerece nada o feito. O Parlamento português está cheio de deputadas, uma em cada quatro, o que significa que as mulheres vão passar a ter a sua merecida quota de responsabilidade nas desgraças e nos acertos da nossa legislatura. Por outro lado, dezasseis mulheres, número que ultrapassa as expectativas, inscreveram-se como dadoras no primeiro Banco de Leite Humano em Portugal, que começou a funcionar em Agosto na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. Não percebi se entre elas há alguma deputada, mas não se pode ter tudo. Na elite dirigente, Ferreira Leite afirmou que quer ouvir as soluções do Partido Socialista. Apesar de não ter a certeza se o PS quer falar com ela, este é, no entanto, um sinal de cooperação. Portugal tem o melhor mestrado do mundo. Trata-se do mestrado em gestão internacional e ocupa o primeiro lugar do ranking publicado hoje pelo Finantial Times. O local da proeza é a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Para entrar neste mestrado há que pagar catorze mil e quatrocentos euros. Uma ninharia se tivermos em conta o futuro profissional que espera os alunos. E, para terminar, as medidas adoptadas por Portugal com vista à integração dos imigrantes foram premiadas pelas Nações Unidas. É o país com melhor classificação na atribuição de direitos e serviços aos estrangeiros residentes. O problema que fica por resolver é o trabalho que conseguem. Mas isso também se resolve. Parece que por cada quinze imigrantes que chegam, cem portugueses vão-se embora. E não é por causa deles. Mas porque sabem melhor o que os espera. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:44
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