Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

A Dra. Brooke Magnati, uma cientista e investigadora na área do cancro, revelou que trabalhou como prostituta para pagar os estudos. Quando foi estudante e call-girl em Londres, manteve um blogue em que contava a sua vida. Foi um êxito, publicou um livro e até se fez uma série de televisão chamado “Diário de uma call girl”. Cobrava 335 euros por hora durante 14 meses, mais os direitos autorais ganhos, podemos imaginar que fez um bom pé-de-meia. Como investigadora na Universidade de Bristol, parece que é bastante apreciada. Julgo que a prostituição não podia ter tido melhor publicidade que esta história de sucesso. Se esta profissão fosse proibida em Inglaterra, muito provavelmente teríamos perdido uma cientista, um livro e uma série de televisão. São muitos os mundos que teriam sido prejudicados. A parte editorial é a menos importante. Muitos livros se escreveram sobre as experiências de uma mulher da vida, por isso conta menos. Claro que não deve haver muitos casos com um final tão feliz. Deve ter havido muitas estudantes que conseguiram pagar os estudos recorrendo à mesma actividade. Mas devem ter sido menos as que acabaram o curso. Ainda menos as que estudaram coisas sérias como Biologia, Química ou Medicina. A família de Brooke também deve ter ajudado. Não só pela educação que lhe deram mas também por causa da experiência do pai. O senhor Paul Magnati, uma grande putanheiro que contabiliza mais 150 prostitutas na sua vida, afirmou que sempre falou bem e com respeito das suas companheiras e passo a citar: “A minha filha percebeu que as prostitutas são apenas pessoas”. Uma lição de vida. Mas pelo sim, pelo não, não façam isso em casa. Não divulguem que as vossas enteadas ou sobrinhas também são pessoas. Pode dar-lhes ideias académicas erradas. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:21
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