Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Fiquei surpreendido com a conclusão do estudo da consultora Deloitte. Foi publicado no Público e dizia que os Portugueses vão riscar duas pessoas das suas listas de Natal. Vão comprar apenas 13 prendas. Este ano, cada português deverá gastar cerca de 390 euros (menos 15 euros que no ano passado). Isto significa que a média de cada presente é trinta euros. Imaginemos uma família normalmente mínima. Um casal em que ambos têm os pais vivos e com um irmão cada um. E que eles por sua vez têm dois filhos. Isso dava um aglomerado de dezasseis pessoas. Se os presentes baixassem a vinte e quatro euros e trinta e sete cêntimos, todos teriam presentes. Se combinassem com os avôs serem eles a dar presentes aos netos, isso levaria os irmãos a trocarem presentes entre si e a darem aos respectivos pais. Isto resultava num total de catorze pessoas adultas. Estou a contar que todos os filhos têm os pais vivos, mesmo as mulheres ou os maridos dos irmãos. Coisa que é rara. Pelo menos um deve ter um finado na família. Isto dava treze e só assim a Deloitte teria acertado. Por outro lado, há as lojas dos chineses, o que faria render ainda mais os 390 euros. Já para não contar com aqueles meninos que se portaram mal e a quem Pai Natal, se houvesse justiça neste mundo, não tem de levar nenhum presente. Ainda por cima temos outra variável. É impossível que todos nessas famílias se dêem bem. Deve haver pelo menos uma pessoa a quem ninguém fala. Todos esses diminuem o volume natalício de prendas. Também há o casal que recebe em casa e que normalmente está isento de outras obrigações onerosas. Enfim, há muitas alternativas para evitar a calúnia proferida pela agência Deloitte. É hora de alguém dizer «basta» a esta gente que só fala mal de Portugal. Espero que todas as décimas quartas pessoas de cada família fiquem sossegadas. Também vão ter direito aos seus presentes de Natal. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:35
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