Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

O relatório da Comissão Europeia afirmou que Portugal é o segundo país da União Europeia onde a pobreza infantil é maior. Eu fiquei chocado, abalroado e abobadado. Eu sabia que tínhamos os salários mais baixos. Sabia que o desemprego está a níveis superiores ao do mar do emprego. Sabia que ninguém tem nem para dar a cantar um cego, com excepção dos grandes gestores que mesmo assim também não dão nem ao zarolho da esquina. Mas crianças pobres? Em Portugal? Esta malta de Bruxelas sabe cada coisa… Íamos lá imaginar, quando vemos gente pobre, que as suas crianças também eram pobres. Há gente do piorio. Pais egoístas, é só o que vos digo! Sem dúvida que para termos as segundas crianças mais pobres da União Europeia, até os filhos dos ricos devem ser pobres. Do contrário não chegávamos a tais números. Pouca-vergonha. Não me surpreenderia nada que viéssemos a saber via Bruxelas, que até as crianças ricas têm aos seus irmãos mais novos a viver na mais profunda das misérias. E eu pergunto: porque é que temos tanta criança pobre? Com certeza é porque não trabalham. Ah, pois é. Muita revolução tecnológica e temos a miudagem toda colada ao computador a não fazer nenhum. E claro, Bruxelas, que não é parva, topa de longe. Os putos em Portugal não fazem nada, logo, são pobres. É uma sorte termos euro-gente especializada e euro-arguta a abrir-nos os olhos. E nós, euro-estúpidos, a não euro-perceber euro-nada. Fora euro-isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 22:47
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