Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Nunca é bom generalizar ou tomar o todo por uma parte. Por mais que apeteça dizer que os franceses são antipáticos ou os espanhóis pretensiosos, no fundo sabemos que não é verdade. Contudo, temos uma tendência para simplificar. Facilita acabar uma conversa com uma frase lapidar do tipo “e o que esperavas do teu amigo lituano? Todos sabemos que os lituanos só pensam em lixar os estónios, e é por isso que todos os estónios querem ir viver para a Moldávia!”. E pronto, fica tudo explicado. Também não é bom dizer que um país é igual ao seu governo. Quando se estava contra Bush, havia sempre que esclarecer que não se estava contra o povo americano. Agora quando não se concorda com alguma coisa que Obama faça, as pessoas são contra a política dos Estados Unidos e não contra o seu presidente. O exemplo mais recente é o que acontece no Haiti. Quase todos os países estão a enviar a ajuda possível. É verdade que independentemente dos apelos do inútil Ban Ki-moon, Secretário-geral da Nações Unidas, a solidariedade internacional existe. No entanto, já começam a haver queixinhas. O inefável Chavez já está a acusar os americanos de ocupar o Haiti. Curiosamente, a França, como antigo colonizador, exige saber porque é que os americanos estão a controlar tudo. Os brasileiros, mortinhos por ser tidos em conta no clube dos grandes, também exigem explicações. E tudo isto porque Obama enviou tropas. O terramoto em Haiti foi uma catástrofe. Antes desta catástrofe já existia a miséria, a ingovernabilidade, a criminalidade e uma economia nacional baseada na mendicidade. O povo haitiano nunca foi feliz. Agora é preciso tanta ajuda material como ajuda para estabelecer a ordem e dar segurança. Odeio o descaramento dos governos que pensam que uma catástrofe se auxilia só com pão e mimos. Obama tem razão em enviar dez mil soldados para impedir o caos. Desculpem a generalização mas estar agora a definir as competências no tipo de ajuda que se dá é mesmo de idiotas. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:49
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