Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Tiger Woods foi internado e está a receber tratamento numa clínica especializada no tratamento da dependência sexual, em Hattiesburg, no Mississípi, segundo contam duas cadeias de televisão norte-americanas. O golfista já tinha afirmado que ia fazer tudo para recuperar o seu casamento. É muito provável que esta seja uma das decisões para 2010. Contudo, sem querer ser pessimista, tenho muitas dúvidas que uma clínica destas sirva para alguma coisa. O método para reabilitar um viciado em sexo é similar ao dos alcoólicos anónimos. Que funcione para eles não é uma garantia de que funcione para pessoas obcecadas por sexo. Por exemplo, a terapia familiar. Duvido que a mulher de Woods aceite participar e ter de ouvir de novo tudo o que já leu nos jornais. Participar em grupos de apoio com pessoas que tenham o mesmo problema também não me parece uma boa ideia. Não imagino Tiger Woods a contar as aventuras que lhe trouxeram tantos problemas a um grupo de pessoas que não conseguem largar o telemóvel a contar aos amigos que estão a falar de sexo com o melhor golfista de todos os tempos. Já sem mencionar os pormenores que envolvam dinheiro. Uma coisa é ser um viciado sexual e ser agente imobiliário e outra é sê-lo com mil milhões no banco. O primeiro é um tarado. O segundo é uma pessoa com problemas. Depois há o problema dos doze passos. Pedir desculpas à família deve ser duro mas tem de ser. Tudo se complica mais quando tiver de pedir desculpas a todas as mulheres que usou para o seu prazer egoísta e doentio, sabendo que só queria uns frívolos momentos de sexo descomprometido e selvagem. Sem promessas de futuro nem responsabilidades de nenhuma espécie. Sem partilhar nada que tivesse no coração e só oferecendo rolexes de ouro, colares de diamantes ou viagens luxuosas a troco de uma noite num hotel de seis estrelas. Não sei se Tiger vai conseguir pedir perdão, muito embora tenho a certeza de que, sim, será perdoado pelas suas inocentes vítimas. Que alternativa têm essas coitadas abandonadas? Não, não acredito que a clínica seja uma solução nem desfaça o mal feito. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:52
Comentar

Arquivo do blogue
Subscrever feeds
blogs SAPO