Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Wolfgang Wodard, reiterou que a gripe A foi uma “falsa pandemia e aludiu às eventuais pressões exercidas pelas farmacêuticas para desenvolver vacinas contra a doença. Wodarg critica o alarme desnecessário lançado pela Organização Mundial da Saúde. Como muitos, igualmente ignorantes e sem acesso aos segredos da epidemiologia, nunca escondi as minhas reservas ante a gritaria em torno da declaração de pandemia. Porém, admito que não ter acontecido nenhuma das desgraças profetizadas pela OMS também se pode dever à prevenção conseguida pela distribuição das vacinas. Não acredito nisto mas aceitemos este argumento dos vacinistas. Aliás, é para mim o único argumento que vale a pena discutir. É interessante, só do ponto de vista educacional, ver outros argumentos defendidos por personalidades do nosso país. Por exemplo o director-geral de Saúde, Francisco George, declarou à TSF que estas declarações foram feitas por um responsável, o tal Wolfgang Wodard, que não foi reconduzido nas suas funções, em vésperas de abandonar o cargo. Segundo George, esta é uma informação essencial para desvalorizar as suas afirmações. Uma pessoa que está a ponto de cessar as suas funções tem de sair calada. Outra observação igualmente pertinente foi dada por Maria de Belém Roseira. A deputada socialista considera negativo que um organismo internacional, a Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, lance suspeitas em relação à idoneidade de outro organismo internacional, a Organização Mundial da Saúde. Esta afirmação é de filme de terror. Se as organizações mundiais não podem discutir as decisões das suas semelhantes, Maria de Belém quer estabelecer a unanimidade institucional, mesmo quando cheire a esturro? Brrrr. Que medo! Quando jurei à minha família que preferia morrer de gripe A a tomar a vacina, achei que era uma boa piada, um paradoxo heróico e tal. Mas parece que não é. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:46
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