Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Embora tudo o que se esteja a fazer no país não sirva para resolver os problemas económicos, laborais ou sociais, é certo que estamos a viver dias excitantes. Desde ontem que estou fixado nas sessões da Comissão de Ética transmitidas no canal da Assembleia. Aconselho vivamente que não percam nenhum episódio. As comissões anteriores não se comparam. Tirando o episódio de Oliveira Costa e talvez o de Dias Loureiro, o inquérito sobre o BPN, além de ter dado no que deu, foi uma chatice. Não sei no que vai dar o actual inquérito sobre as possíveis pressões do governo sobre os meios de comunicação social, mas asseguro-vos de que vale a pena não perder nenhum. Ontem, começou com o antigo director do Público, José Manuel Fernandes. Contou imensas histórias, dessas que contam os jornalistas às duas da manhã no bar Snob (um santuário dos jornalistas lisboetas), mas desta vez às três da tarde. O que dá ainda mais valor ao narrador. Uma coisa que se deve corrigir nestas sessões são os deputados. As suas performances deixam muito a desejar. Às vezes repetem as perguntas. Talvez não estejam atentos aos colegas. Outras fazem uma introdução interminável e maçadora antes de perguntar, o que tira ritmo ao espectáculo. Pior ainda é quando a introdução é uma declaração de princípios, como se não soubéssemos os princípios de um partido como o Bloco de Esquerda. Menciono este partido porque são os mais propensos a declarar princípios. A seguir a Fernandes, o convidado foi Mário Crespo. Uma estrela. Dominou a sala. Fez tudo. Desde distribuir fotocópias até citar tudo quanto era gente citável para defender o seu ponto de vista. Percebia-se que estava a adorar estar do outro lado da entrevista. Quero dizer, ser entrevistado. Amanhã não perco o capítulo seguinte com outros convidados estrelares. Contudo, confesso que tenho pena que não sejam transmitidos em directo os encontros que estão a acontecer no Partido Socialista. Devem ser tão ou mais fascinantes que estas sessões. Não faz mal. Espero pelo dvd. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:23
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