Terça-feira, 4 de Março de 2008

Li num jornal o seguinte título: "Pais apoiam ministra de Educação". Eu fiquei contente pela Maria Lurdes Rodrigues. Bem, disse para os meus botões, "esses é que são pais à sério. Mostrar publicamente, nestes momentos difíceis da ministra, que eles estão, contra todo o bom senso e contra todos os professores de Portugal, do lado da sua filha, é sinal de que esses pais são um exemplo. Bravo ao amor paternal". Mas quando continuei a ler o artigo, percebi o meu engano. Não eram os pais da Maria Lurdes que apoiavam. Era Albino Almeida, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, que tinha dado o apoio, a compreensão e a solidariedade à ministra. Tive pena da ministra. "Nem os próprios pais", disse cá para mim. Por curiosidade perguntei a vários pais amigos meus o que era essa tal confederação nacional de pais. Infelizmente todos os pais meus conhecidos, não só não estavam confederados nacionalmente com nenhuns outros pais mas também a ideia de confederar-se com outros pais fazia-os espumar pela boca. Não insisti. Pensei que talvez fosse uma confederação nacional de pais de outra freguesia que não a dos meus amigos. Quando soube que aquele encontro tinha decorrido em Gondomar e que o próprio Valentim Loureiro também tinha elogiado a ministra, cheguei à conclusão de que devia ser uma confederação nacional de pais só de Gondomar, tendência Loureiro. Até fazia sentido. Sendo o Major Valentim ainda membro do PSD e sendo o PSD um partido onde todos os militantes podem elogiar quem quiserem que não faz mal, pareceu-me normal que Loureiro aplaudisse Maria Lurdes Rodrigues. Aliás, bem precisa a ministra ter ao seu lado gente da cultura como o Major Valentim Loureiro. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:34
Comentar

Arquivo do blogue
Subscrever feeds
blogs SAPO