Terça-feira, 30 de Março de 2010

Como hoje me apetece ser profundo, queria falar de moda. Vou deixar para os especialistas a moda aplicada à roupa. Gostava de vos falar dos restaurantes que estão na moda, mas ultimamente tenho saído pouco. Na televisão, Medina Carreira está "in" e esta Primavera ninguém usa Miguel Sousa Tavares. O que voltou em grande foi a pedofilia. Primeiro graças ao irmão do Papa, responsável de um coro de adolescentes, em que alguém ou alguns membros do clero se relacionaram biblicamente com um ou vários membros do dito coro. Aos escândalos clericais irlandeses somaram-se os alemães. A estes foram acrescentados mais um ou dois espanhóis e um ou outro italiano. Parece que também no Porto alguém levantou a mão acusatória. Os pedófilos laicos estão agora muito mal vistos. Uma teóloga e feminista inglesa de visita a Portugal afirmou não só que Jesus era gay, concordando com Elton John, como o Papa devia ir para a prisão. Quase em simultâneo, em Bruxelas, a Comissão Europeia propôs uma directiva para combater o abuso e a exploração sexual de crianças, bem como a pornografia infantil, que prevê sanções mais graves e medidas mais punitivas para evitar a reincidência nos agressores. Em Portugal, sem descurar a frente pedófila, o caso do provável suicídio de Leandro, vítima de colegas agressivos e estúpidos, levou a que se tomassem medidas drásticas. A Procuradoria-Geral da República quer definir o 'bullying' como um crime, no âmbito da violência escolar. Segundo a PGR, apesar de "grande parte da jurisprudência" já considerar os ilícitos ligados à "violência escolar" como crimes públicos, "interessa abranger na ‘violência escolar’ ilícitos que até agora dificilmente se podem considerar tipificados, tal como é o caso do ‘school bullying’". O que significa que também o “school bullying” está completamente "in" e "super hot" este ano. Querem mais moda que isto? Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:02
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