Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Stephen Hawking afirmou ser perfeitamente racional assumir que existe vida inteligente além da Terra. Não é possível, racionalmente, deixar de concordar com ele. Já lá vão os tempos em que os cristãos consideravam uma blasfémia pensar na existência de ETês. Não sei o que pensam os muçulmanos sobre o tema. Suponho que também não está previsto no Corão mas com certeza estarão incluídos na secção dos infiéis. O interessante da afirmação do cientista é que não só dá como certo a sua existência por uma questão meramente matemática, como nos informa de que devem ser perigosos. Hawking disse isto: “Se os extraterrestres nos visitassem, as consequências seriam semelhantes às que aconteceram quando Cristóvão Colombo desembarcou na América, algo que não acabou bem para os nativos”. Temos de evitar o contacto com eles. Na ficção científica, há lugar para todos. Para alienígenas bons e maus, feios e bonitos, mais civilizados ou mais selvagens. Mas para o simpático cientista não há dúvidas. Desde o alto da sua super-moderna cadeira de rodas exorta-nos a não nos darmos com eles. Hawking baseia-se não só na tradicional fobia dos seres humanos a todos os seres diferentes de nós, a saber judeus, pretos, árabes, amarelos, brancos, monhés, ateus, crentes em geral, gordos, baixos, loiros ou coxos. Mas também os humaniza e imagina que devem ter problemas similares aos nossos, como um mundo poluído, gasto de recursos nas suas terras. Seríamos roubados, massacrados e talvez também vítimas de coisas das quais não fazemos a mínima ideia. Mas coisas feias que fazem entre eles lá no seu planeta quando são cruéis e degenerados. Sei lá o que devem fazer com tentáculos ou as catorze cabeças que têm nos dedos dos joelhos. Eu sabia que não devíamos entrar na cantiga de Spielberg mais o seu ET sonso. Por outro lado, espero que sejam mesmo feios. Ia ser difícil ter invasores muito queridos e giros, cheios de razão para nos matar. Era deprimente que fôssemos nós os maus. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:02
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