Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Confesso que tinha preparado para hoje histórias de super-heróis. Por exemplo, teria gostado de vos contar como a super-Rodrigues, uma mulher sem medo, foi capaz de enfrentar e sobreviver a cem mil malignos professores. Para conseguir tal façanha, bastou-lhe disser as palavras mágicas: "Não é relevante" ou a mais temida de todas: "temos de trabalhar mais". Também gostava de vos contar a extraordinária vida de super-Augusto Santos Silva cuja identidade secreta era a de um tímido Ministro de Assuntos Parlamentares. Que como qualquer Ministro de Assuntos Parlamentares normal passava desapercebido no meio de todos os ministros, mas que quando as pessoas lhe gritavam "fascista", ele tornava-se o paladino das liberdades e garantias e respondia com a sua super-garganta: "fascista és tu". E todos aqueles que ouviam aquela super-voz, ficavam imediatamente calados e arrependidos por provocar um clima de intimidação anti-democrática. Mas nada significam estas histórias extraordinárias comparadas com a realidade. Aconteceu em Benfica. Mais exactamente na Luz. Depois de mais um empate com mais um clube que podia ser um qualquer clube normal, salvo que este clube tinha a característica de ser apenas o último da tabela, o senhor António Camacho, decidiu ir-se embora. Ainda bem, disseram alguns ingratos. Péssimo, disseram outros tais como os simpatizantes do Getafe, um clube espanhol muito mais pequeno do que o Benfica. Mas a realidade é que o Camacho se foi embora. Agora só temos de esperar que o Luis Filipe Vieira tenha super-poderes para resolver este imbróglio. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:53
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