Quarta-feira, 12 de Março de 2008

O PSD está em polvorosa e a culpa é de Luis Filipe Meneses. Tudo começou no dia em que o Presidente do PSD decidiu ser sincero e não mentir. Faz hoje uma semana que o Dr. Meneses afirmou que o PSD agora não merecia ser Governo. Se esta afirmação tivesse sido dita por Jerónimo de Sousa todos os observadores teriam suspeitado de que se tratava de uma hábil manobra política. "O PCP não merece? Essa agora!" Se tivesse sido Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda, teriam dito: "Até que enfim o rapaz ganha juízo". Mas dito pelo mandatário do PSD, isto levou a uma verdadeira convulsão. Sobretudo dentro do próprio partido. Quando Meneses decidiu fazer as alterações das regras de financiamento interno do PSD, muitas das grandes figuras do partido pronunciaram-se também sinceramente. Contra, claro. Em causa está a disposição que repõe a possibilidade de os militantes pagarem as quotas em dinheiro e permitir que as quotas em atraso possam ser pagas até ao dia das eleições. Rui Rio alarmou sinceramente que esta possibilidade podia abrir caminho à lavagem de dinheiro. Rebelo de Sousa, também sinceramente, afirmou que podia complicar a transparência eleitoral. António Capucho, com tanta originalidade como sinceridade, recusou-se a utilizar uma máquina registradora para receber os pagamentos. Sinceramente, não percebo nem quero perceber se estas alterações são assim tão importantes ou determinantes. Mas, com franqueza, o PSD está nas lonas, desprestigiado e chato. E no entanto esta gente passa o tempo a discutir coisas que não interessam a mais de setenta por cento da população portuguesa. Quero lá saber se pagam em dinheiro ou a prestações as danadas das quotas! Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:42
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Comentários:
De Minderico a 14 de Março de 2008 às 02:03
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