Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Ontem um grupo da Greenpeace fez uma intervenção – ou uma «acção directa», nas palavras de Ricardo Rodrigues – no supermercado Pingo Doce do Cais do Sodré. Parece que o Pingo Doce está a destruir os oceanos. Antes de mais nada devo dizer-vos que termos no nosso território uma delegação da Greenpeace é um reconhecimento internacional do desenvolvimento de Portugal. Que eu saiba estes activistas não vão chatear bolivianos, etíopes ou tailandeses. Eles só fazem estas acções nos países com algum poderio económico. Só estes países podem estar a destruir os recursos naturais: oceanos, florestas tropicais, bichinhos voadores, répteis, e assim por diante. A Greenpeace é uma organização muito severa e justa. Eles não vão protestar em países ecológicos e respeitadores do ambiente como o Irão, o Zimbabué, a Coreia do Norte ou o Uganda. Que tenham impedido a abertura do Pingo Doce significa estamos ao nível de países de predadores como o Japão, os Estados Unidos ou o Canadá. Que grande pinta! Apesar da crise, lá estamos nós a destruir o ambiente para ganharmos umas massas. Não temos arranjo. Somos um povo que gosta de saquear o planeta. Até não percebo porque é que não nos demos bem com os vikings. Voltando ao Pingo Doce, os verde-pazes têm um rating de supermercados destruidores da Natureza. O Pingo é o mais selvagem de Portugal. Para mim, foi uma surpresa que o Continente tenha ficado atrás. Julgo que o Belmiro se vai sentir ofendido por não ter sido atacado. Talvez o Continente não esteja a fazer o suficiente pela alimentação dos portugueses. Espero que o Belmiro tenha em conta esta ofensiva da Greenpeace. É o reconhecimento internacional à Jerónimo Martins. Esta empresa quer dar aos portugueses o mesmo que outros cidadãos de outros países comem e compram nos supermercados lá dos sítios. Hoje mesmo vou ao Pingo Doce. Deve haver iguarias proibidas como baleia, golfinhos, angulas vivas de três centímetros e sei lá que mais peixinho e marisco em extinção. No fundo, a Greenpeace fez uma excelente homenagem a esta empresa portuguesa que nos enche de orgulho. Viva a Jerónimo Martins. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:18
Comentar

Arquivo do blogue
Subscrever feeds
blogs SAPO