Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

Depois de ter sido promulgado pelo Presidente da República, o texto que aprova o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo deve ter sido hoje publicado em Diário da República, entrando assim em vigor. Parabéns a todos os pombinhos e as pombinhas que estavam à espera desta ocasião para institucionalizar a relação. Mas agora que entraram no mundo da oficialização legal, preparem-se para tolerar as tradições. Lá porque o casamento gay é uma novidade não vai por isso estar livre de piadas preconceituosas e estereótipos herdados desde tempos imemoriais. Ou, pelo menos, desde que se inventaram as sogras, que se confirmou que todas as mulheres querem mudar os seus maridos e que todos os maridos se casaram na vã esperança de que nada mudaria e que tudo seria sempre como no primeiro dia. Como ainda é cedo para verificar se as velhas ideias se aplicam nos casamentos gay, vão ter de suportar o subtil sentido de humor que a instituição do matrimónio gerou geração após geração de casamentos e relações familiares que vêm com o pacote. Parece que Quim Barreiros começou a colaborar na história do casamento gay com uma canção. Os activistas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgénero) acusaram-na de ser “sexista”, “discriminatória” e “homofóbica”. Meus caros activistas LGBT, tenham calma e sosseguem. As sogras já passaram por isto e continuam a reproduzir-se e a viver a sua vida e a dos filhos e filhas com o mesmo afinco e a mesma omnipresença de sempre. O mesmo acontece com as mulheres, retratadas de muitas maneiras e feitios por inúmeros quins barreiros de muitos séculos e de todas as partes do mundo. O Quim Barreiros não faz muito o meu estilo, mas eu não conto. O povo é que conta, e tem o seu sentido de humor próprio. E, às vezes, até tem piada. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:07
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