Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
Foi com surpresa e não pouca alegria que soube que o Ali Khamenei perdeu a confiança em Mahmoud Ahmadinejad. Para quem não esteja a ligar o nome à pessoa, Khamenei é o Ayatollah supremo do Irão e Ahmadinejad é o Presidente do país. Aquele homenzinho que negava o Holocausto, que queria destruir Israel e que gostava de bombas nucleares, estão a ver? Bem, parece que perdeu a sua condição de menino querido do Ayatollah desde que a posição do Irão contra o mundo começou a enfraquecer e os nativos desse milenar país começaram a ter mais tempo para as coisas que fazemos normalmente como ir à mercearia, pagar o aluguer da casa e as prestações do carro, receber cartas das finanças e do banco e coisas assim, normais. De repente descobriram que a inflação está descontrolada, que não há dinheiro para pagar as contas e que as diversões populares como autoflagelar-se em público, execuções de adúlteras e queimar bandeiras americanas, nada disso está a dar. Acabou-se a ameaça nuclear que mexeu com todos os demónios ocidentais e a festa acabou. É um pouco a versão jihad daquela história do "se não tens dinheiro, não tens vícios". A lição que devemos tirar deste caso é que cada vez que um país se armar em bom, do tipo vou ter a bomba atómica, tenho suicidas que me farto e coisas assim, devemos ignorá-los e deixar que chegue o fim de mês. Mais nada. Eles lá se arranjam sozinhos. As casas, as tendas, os camelos, os desertos, a fusão nuclear... os bancos, esses impolutos defensores da paz, ficam com tudo.


Publicada por Carlos Quevedo às 23:28
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