Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

Terminou o Mundial e, apesar da nossa prematura desilusão, o fraco espectáculo desportivo, o ridículo feito pela FIFA com as arbitragens e a sua teimosa burrice em não utilizar tecnologias para erros elementares, abriu-se um buraco no nosso dia-a-dia. Os campeonatos nacionais de futebol deviam começar já na próxima semana para compensar este vazio. Entretanto, só podemos fazer um breve balanço. Na África do Sul vimos mais gente a chorar que a fazer golos. Tudo começou com aquele jogador norte-coreano que chorou ao ouvir o hino do seu país no primeiro jogo. Mais que nos comover, surpreendeu-nos saber que há gente capaz de chorar por um dos países mais horríveis destes tempos. Depois vimos talvez o Mundial mais lacrimoso de sempre. Dizem que Maradona não só chorou depois da eliminação da Argentina como também está a viver uma daquelas depressões típicas dos génios bipolares. Mas, por uma vez, com os jogadores que tinha, tem direito não a uma mas pelo menos a vinte e três depressões. Já o choro dos vencedores pode ser compreendido pelo stress vivido até à vitória final. Eu percebo: a mim acontece-me sempre que consigo não ter dívidas nas Finanças. Da final do Mundial vimos o guarda-redes espanhol chorar quando Iniesta fez o golo do campeonato. Depois chorou quando acabou o jogo e outra vez, mais tarde, quando foi entrevistado pela sua namorada, Sara Carbonero. A tal que foi acusada pelos misóginos espanhóis de ser a culpada da derrota da Espanha com a Suíça. Mas, felizmente, tudo foi esquecido pela conquista da Taça do Mundo e superado pelo beijo transmitido em directo na sua emotiva entrevista dada à própria Sara. No mundo das estrelas de futebol já estamos habituados a sermos informados das suas vidas privadas. Sabemos que o Ronaldo tem muitas namoradas mas que preferiu ter um filho em circunstâncias esquisitas. O jogador inglês John Terry foi destituído de capitão da selecção por ter cometido adultério, ainda por cima com a mulher de um amigo e colega de equipa. Aquele beijo nervoso de Iker Casillas teve alguma coisa de inocente e monogâmico. Foi enternecedor. Esperemos que se casem e sejam felizes para sempre. Senão, ninguém vai acreditar nos contos de fadas. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:36
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