Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

Os peritos da Comissão de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Gripe A consideram que ainda é “demasiado cedo” para declarar o fim da pandemia. Isto significa que ainda vão ser precisas milhares de vacinas que ainda não foram utilizadas no Inverno passado. Ainda bem. Sabia que nos tinham sobrado umas boas paletes delas, mas não sabia ao certo a razão. Culpei o nosso Inverno. Sempre achei que o que nos separa de sermos europeus a cem por cento é o frio. Eles sabem o que é passar frio. O nosso Inverno nem dá para termos uma gripe decente quanto mais uma boa e séria pandemia. Quando observei que no Norte do país, onde já faz um bocadinho mais de frio que no centro, sul e ilhas, também a gripe A não tinha obtido muito êxito, reflecti. Se calhar a Gripe A não tem nada a ver com o frio. Afinal de contas, tudo começou no México, que não é propriamente a Finlândia. Porém, tendo sido declarada uma doença pandémica, estava condenada a espalhar-se. Mas não. A mortalidade não subiu mais no Inverno nem no ano passado. Não desesperemos, ainda temos o Outono e alguns diazitos de Inverno no calendário. Ainda podemos ser bem pandemizados. E, nesse caso, graças às compras desmesuradas no ano passado da miraculosa vacina contra a misteriosa e arisca doença, estaremos preparados. Estou por isto grato à OMS: por ter declarado que o perigo ainda existe. Afinal as vacinas servem para alguma coisa que não seja voltar a vendê-las aos países em vias de desenvolvimento. Não senhora, a vacina fica connosco. Coitados dos franceses e dos alemães que a venderam ao desbarato, mal chegou a Primavera. Podem vir pedir de joelhos que nós não damos as vacinas. Só faltava mais essa. Que se pandemizem sozinhos. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:19
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