Quinta-feira, 20 de Março de 2008

As coisas no Tibete estão muito mal. Mas não devem estar péssimas. Se não já tinham aparecido os monges Shaolin, aqueles mestres de Kung Fu, para pôr as coisas na ordem. Para ser franco não sei de que é que estão à espera. É sabido que os chineses são muitos e por mais que os monges dominem essas artes marciais, todo o cuidado é pouco. Mas é verdade que nos filmes a cavalaria sempre chega mais perto do fim. No meio de tudo isto, temos de resgatar as coisas boas. Por exemplo, há tempo que não temos um conflito tão claro como um filme de James Bond ou mais adequadamente, um filme de Bruce Lee. Por um lado temos os bons, que são os monges liderados pelo homem mais simpático e popular de sempre: o Dalai Lama. Por outro, os maléficos chineses liderados pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, que além de feio, ninguém conhece. Ainda por cima temos o espiritual e pequeno Tibete ocupado pela materialista China com os seus dois sistemas: de dia, uma potência imperialista e de noite, cheia de comunistas bêbados a maltratarem enigmáticas mulheres que fumam com boquilhas de perna à mostra. Pior que isto só os homens que queriam matar o E.T. A única medida de que até agora se falou foi a de boicotar as Olimpíadas de Pequim. Mas o comité olímpico disse que não. Que não serve de nada, que as únicas vítimas seriam os atletas, que esse não é o espírito olímpico, nem, já agora, o dos patrocinadores. Reparem na resposta pronta do Comité. Podiam ter esperado que a coisa se resolvesse, mas não. Ignoraram olimpicamente, desculpem o trocadilho, os desfechos possíveis. Sendo assim, só resta uma solução: bombardear o Tibete. Ao menos assim os nossos atletas não vão ser prejudicados. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:33
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