Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

A não ser os espanhóis e Carlos Queiroz, já ninguém se lembra do Mundial de futebol. Até as vuvuzelas foram banidas das competições europeias, e com toda a razão do mundo. No entanto, não sei se se lembram, houve um caso que continuou depois do Mundial. Michael Ballack, capitão da selecção alemã, não foi à África do Sul por causa duma lesão. Naturalmente, deram a braçadeira a Philipp Lamm. Tudo corria bem até que, ainda durante o Mundial, Lamm disse que gostaria de continuar a ser o capitão mesmo depois do torneio. Ballack ficou furioso e começou uma guerra com Lamm e os seus seguidores. Passou o tempo e as hostilidades não acabaram. O representante de Ballack vem agora esclarecer que o problema não era o posto de capitão ou um qualquer número de camisola, mas que a luta do ex-capitão da selecção era contra o lobby gay instalado na tão viril estrutura do futebol germânico e, muito particularmente, na selecção. “Há um bando de gays que a controla. São pobres, feios, sem talento, burocráticos e bichas”. O pormenor de serem “feios e pobres” é um pouco gay como crítica, mas se calhar em alemão soa mais masculino que em português. Michael Becker, o tal representante de Ballack, também afirmou como prova indiscutível que “o estilo do jogo da Alemanha, que deixou de lado a dureza e passou a apostar na elegância, é mais um símbolo da homossexualidade predominante”. Embrulha, pá. Só lhe faltava afirmar que os alemães agora jogam como judeus e correm como pretos e estaria tudo explicado. Michael Becker não negou as declarações e só disse que não tinha autorizado a sua publicação. A parte espertalhona foi que quem falou foi o representante e não o jogador Ballack. As conclusões que podemos tirar disto são muitas. No entanto, é um argumento interessante para quem queira mexer com as estruturas de qualquer federação de futebol em qualquer parte do mundo. Mas não no nosso país. Graças à legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo, coisas destas não aconteceriam em Portugal. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:19
Comentar

Comentários:
De Maria Teixeira Alves a 15 de Setembro de 2010 às 01:36
My God... até no futebol


Comentar post

Arquivo do blogue
Subscrever feeds
blogs SAPO