Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008
Suponho que, por uma obrigação protocolar o primeiro-ministro tem de fazer o discurso natalício e o Sr. Presidente a mensagem de ano novo. Como todos sabem, ouvimos um discurso optimista no Natal e um pessimista no dia 1 de Janeiro. Eu acho que está mal. É sabido que o primeiro a falar, ao contrário daquele que dá o primeiro soco, tem sempre mais possibilidades de ir parar às lonas. E foi o que aconteceu. Em defesa do nosso primeiro-ministro só posso dizer que o Sr. Presidente teve mais de cinco dias para preparar o seu discurso. Acho isto uma injustiça. Se continuar a ser sempre assim, um primeiro-ministro nunca tem a menor hipótese contra um Presidente. Imagino Cavaco na noite de 24 de Dezembro em reunião com os seus assessores: "O défice abaixo dos 3%? Novas oportunidades? Ó Mané, traz-me o dossier do orçamento! Ó Tó! Faz-me uma piada que rime com oportunidades. Espera lá que já te conto!" Não, isso não pode ser. Para não se repetirem estas malandrices entre os órgãos de soberania, sugiro que se encontre uma solução que defenda a verdade desportiva. Ambos os órgãos de soberania, no dia 20 de Dezembro, entregam os sobrescritos com os discursos que deverão ser lidos no Natal e no ano novo a uma entidade imparcial e respeitável como o Bastonário da Ordem dos Advogados, ou, se quiserem, a um organismo internacional – pode ser a FIFA. Os sobrescritos seriam abertos na presença de um representante do Governo Civil que certificaria a inviolabilidade do segredo do discurso. Desta forma o presidente não teria a vantagem de ser o último a falar e o primeiro-ministro poderia ler um discurso optimista, sem o problema de ser posto em causa.


Publicada por Carlos Quevedo às 22:46
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Comentários:
De Flávio a 4 de Janeiro de 2008 às 22:36
Que coisa tão original, é mesmo o que o país precisa, mais um comentador.


De Charlotte a 3 de Janeiro de 2008 às 22:19
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