Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Houve um atentado terrorista, no sábado, na zona comercial do centro de Estocolmo, onde muitas pessoas faziam compras de Natal. Houve um morto, o bombista, e dois feridos. As autoridades suecas confirmaram que o responsável pelas explosões agiu sozinho, mas acreditam que terá tido cúmplices na preparação de um ataque que foi “muito bem planeado”. Não sei quais são os parâmetros de qualidade da polícia sueca, mas um atentado com varias explosões, pelo menos duas, das quais resultam dois feridos e o único morto é próprio bombista, não me parece bem planeado. Suponho que esta gente, quando aconteceu o ataque as torres gémeas em Nova Iorque, tenha chorado de admiração, erigido um altar com as fotos dos criminosos e também se deve ter lamentado por não sucederem crimes com tamanha inteligência. Encontrar alguma virtude como belo, bom ou corajoso num homicídio em massa já é imoral e idiota. Mas elogiar a astúcia de um atentado, como o que aconteceu em Estocolmo, está para lá da minha imaginação. Estou a começar a duvidar do sucesso da noutros tempos tão admirada social-democracia nórdica. O que está acontecer com o Assange, ser for como contam, com o «sexo surpresa», o preservativo que se rompeu, não acender as luzes e sei lá que mais, é ridículo. Juro que espero que o homem tenha feito alguma coisa mais grave para compensar tanto tempo e recursos que lhe têm sido dedicados. No fundo, se calhar o que irrita as autoridades suecas é a falta de planeamento e organização de Julian. É certo que foras cambalhotas mal arquitectadas. Não ter um preservativo de reserva é mesmo de amador. Porém, há que ter em conta que foram pelo menos três raparigas diferentes no espaço de poucos dias. Mas mesmo assim, com a publicidade que Assange andava a ter, era óbvio que admiradoras não iam faltar à procura de uma cambalhota troféu. É certo que é difícil habituar-se a ser famoso, a ser o centro do mundo, a ter todas as mulheres que se quer. A celebridade não é uma bênção mas uma maldição. No entanto, devemos estar sempre preparados. Nos meus tempos de fama ia sempre aos encontros românticos acompanhado do meu advogado. Nos dias de folga, levava um acordo de mútuo consentimento no bolso. E, sobretudo, nunca na Suécia. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:11
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