Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Definitivamente, a Polícia está na moda. Percebi isto por causa da história da aluna com o telemóvel no Carolina Michaelis. Poucos se horrorizaram com a intervenção do Procurador-geral da República a declarar que se há violência, neste caso nas escolas, é um caso para que as forças da ordem actuem. A fórmula é simples: se as autoridades competentes são incompetentes, chamamos a Polícia. Por isso, não é de estranhar que no fim da partida no Bessa, Luis Filipe Vieira tenha exigido que a Polícia Judiciária entrasse em campo e investigasse. É de notar que, para o presidente do Benfica, o que aconteceu no jogo foi uma violência. Ninguém pode discutir que empatar com o Boavista, décimo classificado, a apenas quatro jogos de terminar o campeonato, seja de facto, uma violência. Mas, sobretudo, ficou claro que Luís Filipe Vieira não confia nos órgãos competentes para resolver o assunto. Isto é para mim o mais importante. O problema em Portugal é não acreditar em geral em nada. E, em particular, nos órgãos competentes. Com certeza, o caso de Luis Filipe Vieira é mais grave porque acha que uma falta na área não sancionada por um árbitro pode ser um crime que não escaparia aos olhos de um agente da judiciária. Mas como diria o outro, Vieira pode ter aberto uma caixa de Pandora. Quero dizer que assim também os benfiquistas podem chamar a Polícia, por não acreditarem nos órgãos competentes. E também podem achar que não cumprir as promessas feitas, como a de ter a melhor equipa de sempre, é um caso para o Procurador-geral da República. Só falta que o União de Leiria se queixe a Bruxelas por ser o último classificado. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:41
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