Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Não faz parte das minhas competências falar dos jogos de futebol. Até tenho uma cláusula no contrato que me proíbe de o fazer, sob pena de ter de pagar uma indemnização de vários salários de um administrador de um banco português, se mostrar a mínima simpatia por qualquer clube. Mas é impossível não aceitar como tema de interesse público as semifinais da Taça de Portugal. Devo, então, comentar os últimos acontecimentos futebolísticos destes dois últimos encontros. Da vitória do Porto com o Vitória de Setúbal nada ficou por dizer que não tenha sido já dito até pelos mais benfiquistas dos comentadores desportivos: o Setúbal não jogou nada. Mas todos concordam que a malta do Futebol Clube do Porto passou um longo fim-de-semana maravilhoso na bela e histórica Palmela. O prato forte era o confronto da Segunda Circular. Eu gosto muito de utilizar o termo "Segunda Circular" como vínculo fraternal destes dois clubes que se odeiam de morte. No bom sentido das palavras ódio e morte. Até porque a Segunda Circular, na hora de ponta, para quem tenha de apanhar o avião, junta "inferno" ao ódio e à morte com muita facilidade. Mas voltando ao jogo entre estes dois colossos devo dizer que não gostei que houvesse tantos golos. Em Inglaterra fica bem. Mas em Portugal estamos habituados a resultados menos volumosos. Quando se fala que o acordo ortográfico vai modificar a ortografia de um virgula oito por cento das palavras em Portugal ou que o défice orçamental varia entre zero virgula três por cento e zero virgula oito por cento, acho um exagero que um jogo de futebol termine com um resultado de cinco a três. Não são números portugueses nem reflectem a realidade do país. Os três golos do Benfica já são muitos. Os cinco do Sporting, então, não são deste governo. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:47
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