Segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Sei que a demissão de Luís Filipe Menezes da direcção do partido social-democrata já não é notícia. No entanto, é de referir as reacções dos outros partidos a esta decisão. Quase todos se regozijaram com a desistência de Menezes. Quem pensava que na política só havia mesquinhez e ganância estava bem enganado. Esta foi uma prova de desportivismo político refrescante. Qualquer pessoa no seu perfeito juízo que não fosse do PSD só podia desejar que Luís Filipe ficasse à cabeça dos laranjas, pelo menos até as próximas eleições. O homem estava a cometer a proeza de afundar o partido sem sair de Gaia. A atitude correcta para quem quer o pior aos seus adversários é desejar que continue o que não funciona neles. Para dar um exemplo fácil e imediato: todos os sportinguistas e os portistas querem que o Chalana e o outro Luís Filipe continuem no Benfica na próxima época. Mas parece que na política há um espírito diferente. Não sou ingénuo. Tenho a certeza de que faz parte da política partidária preferir a instabilidade dos adversários. Mas não deixa de ser comovedor que pareça que queiram, pelo bem da democracia, a estabilidade nos opositores. Mais idealistas é a proposta do badalado José Miguel Júdice que quer aplicar o conceito futebolístico da Selecção Nacional à Direita portuguesa. No Diário de Notícias declarou que: "Devia formar-se um partido de direita, onde materiais reciclados, os de melhor qualidade do PSD e do CDS, fossem aproveitados". Acho uma óptima ideia. Quem não pode gostar de ter no País uma direita inteligente e competente? Ninguém. O problema é saber quem é que vai fazer de Scolari. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:35
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