Terça-feira, 22 de Abril de 2008

Como todas pessoas, à excepção do primeiro-ministro e familiares, não gosto de Jaime Silva, o Ministro de Agricultura. Mas não sou um extremista fundamentalista terrorista psicopata. Posso também reconhecer as virtudes e acertadas decisões em pessoas de quem me anima uma aversão de estimação, como é o caso. Jaime Silva, finalmente, declarou que está contra o bioetanol. E tem o meu apoio incondicional apenas neste tema. Desde a minha mais tenra idade sempre que se falava dos biocombustíveis mais os odiava. Como é óbvio, desde criança que estou contra o desperdício de energia, a poluição, o aumento do petróleo e os travestis. Esqueçam este último que não tem nada a ver com o tema. As soluções supostamente ecológicas dos biocombustíveis são soluções dos pobres que pensam que agem como ricos. O litro de óleo alimentar é mais barato que o diesel? Embora, pá, meter óleo Fula no carro. Não percebem a catástrofe alimentar que estão a provocar. O milho, cereal dilecto dos pobres, vai tornar-se tão caro como o lavagante. Utilizar óleos comestíveis para poupar gasolina é como pedir um empréstimo por telefone para pagar o cartão de crédito: um suicídio. Não é da minha personalidade condenar as opções das pessoas. Há sempre alguma coisa interessante na estupidez. Mas levar a sério a alternativa bio para os combustíveis é um crime. Não fosse esse o caso e estava bem nas tintas para o ambiente. De que pode nos servir um ar despoluído num mundo cheio de mortos de fome, literalmente? Utilizem painéis solares no traseiro se é preciso, mas não metam comida no tanque do carro nem noutra máquina parecida. Ó Jaime Silva, estou contigo nesta luta! O milho é para comer, não é para fazer amor. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:18
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