Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Aconteceu tanta coisa neste fim-de-semana que não sei por onde começar. Para não ser injusto com nenhum dos grandes protagonistas como a multidão de candidatos a futuro primeiro-ministro do PSD, o próprio actual Primeiro-ministro, o Ministro do Trabalho e o Tratado de Lisboa, vou baixar a bola e falar de segundas figuras. Por exemplo eu. Por razões familiares que não vêm ao caso, fui à praia, coisa que odeio, só para ter contacto com o povo. Como é natural a experiência foi horrível. Como sempre me aconteceu desde a minha tenra infância. Em menino já achava que os areais deviam ser divididos: uns para pais e outros para crianças. Em adolescente continuei a querer que os pais não estivessem no mesmo lugar do que as filhas. Mais tarde achei inaceitável partilhar a praia com os filhos dos outros. Agora não sei se me incomodam mais as pessoas mais magras do que eu ou as mais novas ou ambas as coisas. De todos modos, não gosto de praia. Até porque é de borla. Devíamos pagar para entrar. Não porque ir a praia seja bom em si, mas para sermos considerados consumidores de praia. Explico porquê: descobri duas coisas. A primeira é que existe um fenómeno que se chama "agueiro". É uma corrente que se afasta da praia e que é responsável por muitos afogamentos de nadadores inexperientes. A segunda é que, oficialmente, a temporada começa no dia um de Junho. Por isso ainda não há nadadores-salvadores para poderem ajudar os tais nadadores inexperientes. O resultado destas duas informações é que no 26 de Abril morreu um rapaz na Costa da Caparica apanhado pelo “agueiro” e sem nadadores-salvadores por perto. Se calhar, se fôssemos consumidores e pagássemos para entrar na praia, a ASAE preocupar-se-ia com coisas mais importantes do que ginjinhas ou colheres de pau. Fora isso, estou-me nas tintas.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:24
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