Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

O PSD está em crise financeira. O caso com a Somague, que financiou ilegalmente ao partido, poderá resolver-se até 2010 em quatro prestações sem juros. Nada mal. A mim as Finanças não me deram condições tão benevolentes. Mas o problema dos laranjas não acaba aqui. Parece que o PSD tem um passivo de treze milhões de euros mais uma dívida a terceiros de quinze milhões de euros. Embora esta cifra seja contestada pelo anterior secretário-geral, posso afirmar que mais milhão, menos milhão, a coisa deve andar por aí. Felizmente para os sociais-democratas, se temos alguma coisa neste país, são empresas e instituições com dívidas e deficits para dar e vender. E todas elas com soluções maravilhosas que sem dúvida poderão ser aproveitadas para pelo PSD. Vamos pôr de parte as melhores soluções que só poucos privilegiados podem realizar. Aumentar o "spread", embora seja uma solução fantástica, só os bancos podem fazer. Aumentar sistematicamente o litro de gasolina e de gasóleo não está ao alcance dos partidos políticos que não estejam no poder. Portanto, não é uma medida viável nos próximos anitos. Temos a solução Sócrates que é mão dura com os impostos. Mas se o PSD aumenta as quotas dos militantes, vai tornar-se num partido de elites e vai acabar a fazer campanhas populares no Gambrinus. Só resta a solução Luis Filipe Vieira: recrutar adeptos e ser o partido mais grande do mundo. Mas para isso é preciso franchising, jogar no estrangeiro e moralizar a modalidade… mas esperem lá. Agora que penso nisso, também não funcionou. Provavelmente a única solução é abrir o PSD aos investidores privados e fazer uma SAD. Algum milionário russo interessado com certeza se arranja. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:46
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