Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Peço desculpas à Birmânia ou a Myanmar, é uma pena que insistam em mudar o nome. Myanmar não dá jeito nenhum. Mas dizia que peço desculpas à Birmânia e ao seu catastrófico ciclone Nargis, mas aquela que foi realmente notícia que aqueceu a temperatura global foi o veredicto da Comissão Disciplinar da liga. O que significam 28 mil mortos ao pé da descida da Liga de Honra do Boavista? Não faço ideia de quantos myamarenses tem a comunidade birmanesa em Portugal, ou vice-versa, mas devem ser menos que os adeptos boavisteiros. Enfim, notícias internacionais à parte, o chamado Apito Final terminou. Mas, como ainda haverá recursos e toda essa parafernália que faz do sistema jurídico português uma das sete maravilhas do mundo, o apito ainda não apitou totalmente. O curioso foram os comentários que a declaração do presidente da tal comissão, Ricardo Costa, suscitou a dirigentes e analista desportivos. Quase todos criticaram uma suposta arrogância. Houve até quem reparasse numa insólita alegria e auto-complacência. Eu vi em directo o anúncio e a explicação feita pelo Ricardo Costa e só tenho duas coisas a dizer. A primeira é que acho que os Costas estão na moda. Há Costas em tudo quanto é sitio. Pelo bem da diversidade onomástica, deviam controlar a proliferação dos Costas. O segundo reparo é que o homem, o Costa da Comissão foi mal interpretado. Ele não foi arrogante nem esteve a auto-elogiar-se. Apenas estava a pedir desculpas por só ter conseguido punir o Futebol Clube do Porto com apenas seis pontos e o Pinto da Costa só dois anos de suspensão. Desculpou-se ainda de ter conseguido este magro resultado agora no fim do campeonato. Teria dado muito mais jeito lá para Novembro ou mesmo tirar vinte e oito pontos. Não desesperem. Ainda falta o segundo volume da Carolina. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:46
Comentar

Arquivo do blogue
Subscrever feeds
blogs SAPO