Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Até há pouco tempo, alguém comparava o PSD com o Benfica. Tinha a ver com a liderança e os resultados, as declarações e as queixinhas, as demissões e as novas aquisições. Mas isso agora é história: a Liga terminou e o PSD só agora deu início às eliminatórias para escolher um líder. Contudo, a analogia futebolística continua a ser aplicável a este conturbado partido. Explico porquê. Não é segredo que, se não houver grandes alterações como greves gerais todas as sextas-feiras, as próximas eleições serão ganhas novamente pelo José Sócrates. Continuando a comparação futebolística, que Sócrates representa o Futebol Clube do Porto. Os três candidatos a líderes laranjas fazem lembrar os três clubes que lutaram até ao último momento por um lugar na Champions. Podem escolher à vontade quem é quem. Seja ele qual for, embora a Santana Lopes se deva dar prioridade para representar o Sporting, apesar de uma possível oposição de Dias Ferreira, irmão de Ferreira Leite. No melhor dos casos, o máximo que podia alcançar qualquer líder que ganhe, era o segundo lugar. A possibilidade remota de Sócrates começar a fazer asneiras pouco antes de chegarmos às próximas legislativas é uma hipótese pouco provável. Por experiência recente, já percebemos que não é possível ganhar na secretaria o que se perde no campo de jogo. Quero dizer que não se pode estar à espera de uma versão do Apito Final nas próximas eleições, tipo Boletim Dourado, por exemplo. E mesmo assim, quanto muito, a sentença da comissão disciplinar eleitoral seria que o Bloco de Esquerda passava a competir só para as autárquicas, Jerónimo de Sousa ficava suspenso por seis meses e o PS perdia seis deputados mas conservava a maioria absoluta. Pelo que fica demonstrado que a política anda a par do futebol. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:57
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