Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Hoje o Manchester e o Chelsea disputam a final da Champions. Ouvi dizer, com um cinismo muito português, que está é a única final onde poderemos ver portugueses a jogar. Eu não acho. Confio na ambição dos nossos jogadores. Em particular daqueles que ainda jogam em clubes nacionais. De certeza que vão fazer todo o possível e até o impossível para irem depois a jogar a Itália, Espanha ou Inglaterra. Mas deixemos este tema para Junho. A propósito de futebol, li um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa de Assuntos Sociais em 17 países europeus. Parece que quatro em cada cinco portugueses preferem praticar sexo a assistir a um jogo de futebol. Um número muito superior à média europeia que é de cinquenta por cento. Nestas coisas que envolvem estatísticas, o mais importante é a sinceridade dos inquiridos. Se as respostas dadas foram sinceras, significa que finalmente temos a explicação para o problema dos estádios vazios. Mas nesse caso, os adeptos daqueles clubes que enchem os estádios, como a malta do Benfica, Sporting e Porto, ficam mal vistos. Esses não trocariam um momento de paixão pela bola. Podemos concluir que, uma rapariga casadoira, além de se querer casar com um médico ou com um operário especializado, vai procurar candidatos no Leixões ou no Naval ou dá prioridade aos adeptos de clubes da Liga de Honra. Recuso-me a acreditar que o tamanho do clube importe. Sobretudo agora que já estão convencidas de que o tamanho não importa. Poder-se-ia pensar que os inquiridos mentiram com quantos dentes tinham, mas nós, os Portugueses só mentimos aos chefes, ao povo e às nossas mulheres. Somos incapazes de mentir a um desconhecido. Por isso penso que a única explicação para este resultado é que os portugueses nunca tiveram de decidir entre o sexo e a bola. Todos temos a vida organizada. E deve estar no contrato que quando há bola não há sexo e vice-versa. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:46
Comentar

Arquivo do blogue
Subscrever feeds
blogs SAPO