Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

"Tribunal condena jovens por praxe com excrementos" foi o título apelativo que li ontem num jornal. Não é todos os dias que podemos ver as palavras "tribunal" e "excrementos" na mesma frase, sem que o jornal corra o risco de ser processado. O caso remonta ao ano de 2002. Um grupo de sete, na altura, jovens estudantes da Escola Superior Agrária de Santarém, submeteu uma caloira a uma praxe em que abundaram os tais excrementos. Foram condenados a multas entre os seiscentos e quarenta e os mil e seiscentos euros. Por mim, até me parece barato o preço que estes palermas pagaram por besuntar uma pessoa com excrementos. Mas o problema não é esse. O próprio director da escola na altura, Henrique Santos Cruz, afirmou em tribunal que era normal a utilização de "bosta" nessas praxes, o que significa que por ele nada de novo havia a assinalar. No entanto, aquilo que para o director da escola foi uma praxe normal, para o juiz foi um crime de ofensa à integridade física qualificada. Por outras palavras, torturaram a rapariga. É extraordinário que se tenha de chegar aos tribunais até para perceber o nome daquilo que fizeram à caloira. Aquando do célebre caso da aluna, o telemóvel e a professora de francês também se falou em ir para a Justiça. Será que nos estabelecimentos de ensino não há homens? Claro que digo "homem" no sentido tradicional da palavra. Também posso dizer que já não há mulheres, mas não soa bem. Seja como for, esta falta de "atributos" nas pessoas que dirigem estes estabelecimentos de ensino é deprimente. Pergunto-me se não seria mais prático, para poupar tempo, pôr um tribunal em cada escola. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:37
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