Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

As declarações da Autoridade para a Concorrência calaram as más-línguas que acusavam as companhias gasolineiras de Cartel ou de aproveitamento da especulação internacional. Julgo que ficou claro que não somos vítimas das grandes empresas. O problema é Portugal não ter fronteiras com o Kuwait ou a Venezuela. Pronto, é uma maldição. Culpem, se quiserem, o Afonso Henriques. Temos de olhar em frente e pensar jogo a jogo, como dizem os treinadores quando perdem. Mas felizmente o Governo vai tomar medidas radicais. Uma delas, a minha favorita, é instalar painéis nas auto-estradas com a informação dos preços dos combustíveis e do gás de botija praticados pelos diferentes operadores. Este serviço é muito importante. Sobretudo porque sempre que vamos na auto-estrada queremos comprar gás de botija. Podem criticar que só os auto-estradistas vão beneficiar da informação nos painéis. Mas estão enganados. Na cidade vamos poder consultar um «site» com as mesmas informações, o que dará muito jeito quando ficarmos sem gasolina na Baixa. Mas, contratempos à parte, esta medida é corajosa, sobretudo se pensarmos que o Governo é o mais importante accionista da GALP. Quer dizer que quando estiverem a publicitar os preços mais baixos de outras companhias, vão estar a desviar clientes da sua própria empresa. Isto sem contar com o seguinte: para que este serviço seja totalmente em benefício do consumidor, deve informar também os preços das gasolineiras espanholas. Não esqueçamos que um terço da população portuguesa mora perto de Espanha. Um sócio maioritário que faça isso não é um sócio maioritário que ninguém queira ter na sua empresa. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:56
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