Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Após a UEFA ter anunciado a decisão de incluir o Futebol Clube de Porto na Taça dos Campeões, o Benfica anunciou que iria recorrer aos tribunais para "ser reposta a verdade desportiva" e para "reparação integral dos danos sofridos" pela "conduta negligente" da Federação Portuguesa de Futebol neste caso. Uma das diligências será um processo cível em Portugal contra a FPF, que o gabinete jurídico benfiquista já está a iniciar e cuja indemnização a pedir pelos encarnados, segundo confirmou uma fonte do Benfica, pode chegar aos trinta milhões de euros. Estejamos ou não de acordo com as causas ou os efeitos desta iniciativa dos benfiquistas, ninguém pode tirar o direito que lhes assiste de bater o pé. Embora a via judicial seja por vezes uma coisa muito foleira. Pessoalmente, prefiro os jogos no campo e os socos na rua às alternativas de secretaria. Mas cada um faz o que entender. Mas o que foi extraordinário, foram as palavras de João Gabriel, director de comunicação do Benfica, que disse: “Já agora, convém que a nossa Selecção ganhe o título europeu, para que a FPF passe a ter crédito para suportar a indemnização a que vai ser condenada”. Isto é coisa que se diga? Desculpem lá os benfiquistas, mas meter a Selecção no barulho com fins ímpios e de lucro é pecado e alta traição. Ainda mais grave é pensar que se ficarmos pelo caminho no Europeu e o Benfica ganhar a acção cível, vai ser um desastre nacional. A FPF não vai vender as suas flamantes instalações no Rato para pagar seja o que for. Mas rapidamente ficamos sem Selecção, ou ainda pior: com Selecção e sem orçamento. Quem podia ser o treinador de uma Selecção na bancarrota? Ironia do destino, só me ocorre Chalana. Coisa que não estaria mal pensada. Ele está habituado a trabalhar "pro bono". Que é como quem diz "pro boneco". Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:44
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