Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Uma reportagem publicada no Correio da Manhã provocou muitas ondas. Falava do luxo em que vive João Vale e Azevedo em Londres. O jornalista viveu de fora um dia na vida deste fugitivo famoso. O que sabemos ao certo do ex-presidente do Benfica é que é muito bom a fazer crer às pessoas que é poderoso e abastado. É bem possível que tenha ludibriado o jornalista. Afinal o que viu este jornalista? Uma casa de quatro andares num bairro super-caro. A casa pode ter sido emprestada e estar vazia. Ou – porque não? – Azevedo e a mulher trabalham como caseiros dum árabe ingénuo e milionário. Viu um Bentley maravilhoso como todos os Bentleys, um motorista que se diz argelino e que ganha muito para Portugal, mas o salário é o habitual nessas terras. Quem nos pode assegurar que não seja um primo do ex-presidente e também ele faça parte do esquema? Pela manhã, Vale e Azevedo foi de banco em banco. Desculpem lá, mas com tantos cheques carecas, isto já é o desporto nacional de todos os portugueses. O jornalista presenciou uma ida com a mulher a Wimblendon ou coisa parecida e um almoço oferecido pela Bentley, cujos convidados são, segundo os carros estacionados, muito ricos. Para mim até pode ser uma convenção da Vale e Azevedo internacional para conversar sobre as artes do safanço. A seguir, um jogo de ténis assistido a partir um camarote também propriedade da Bentley. Camarotes emprestados e penduras é que não faltam no mundo. Depois, voltaram a casa do ex-presidente, a tal de Knightsbridge, onde o jornalista supõe que jantaram britanicamente às dezoito horas. Alguém pode confirmar que jantaram? Até podiam estar a lavar a roupa que usaram para repetir no dia seguinte. A partir desta reportagem, televisões e outros meios de comunicação social saíram em força para dissecar a situação legal de Azevedo e até o Procurador-geral da República se sentiu forçado a declarar que os mecanismos legais estão a ser activados "embora, com a facilidade com que as pessoas viajam, estas medidas possam ser ineficazes". Fim de citação. É o que eu digo. Foram todos ludibriados. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:46
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