Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Foi assinado o contrato de adjudicação da barragem hidroeléctrica do Baixo Sabor. Um projecto que Sócrates afirma ser estratégico. Ou seja, muito importante. As organizações ambientalistas que integram a Plataforma Sabor Livre interpuseram uma providência cautelar para impedir a construção do empreendimento. Tenho a certeza de que não foi uma ideia do Ministro das Obras Públicas, Mário Lino, por quem não morro de amores. É muita areia para o seu Mini. Talvez por isso, e porque acredito que tudo o que tenha a ver com energia mais barata é uma absoluta necessidade, seja qual for o empreiteiro que encha os seus merecidos bolsos, é que estou a favor dela. Por outro lado, os ambientalistas cansam-me. Fazem-me lembrar aquelas tias que nos dizem para não comer muito porque engorda e para não comer pouco porque faz mal. Os ambientalistas são piores: nunca dão uma boa alternativa. Ao menos as minhas tias mandavam-me comer mais vegetais. Ainda por cima tenho alergia às providências cautelares. Embora algumas possam ser justas, há uma tendência para abusar e perdem todo o respeito. Por exemplo, a única obra de jeito conhecida de Pedro Santana Lopes foi o túnel do Marques que custou três vezes mais por culpa duma dessas providências interposta pelo imprudente Sá Fernandes. No caso da barragem, volta aquele grave problema ontológico que atormenta todas as populações: incomodar aos bichinhos que moram no Baixo Sabor é mais grave do que solucionar o problema energético da zona? Os ambientalistas preferiam uma Central Nuclear muito mais pequenina mas mais poderosa para salvar as casinhas dos bichinhos? Os Verdes arranjam dinheiro suficiente para as contas de electricidade serem mais baratinhas? Julgo que não. Então, não providenciem cautelas. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:41
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