Terça-feira, 15 de Julho de 2008

Eis mais uma pesquisa em que a União europeia gosta de gastar o dinheirinho que tanta falta nos fazia. Segundo revela o estudo europeu Pro Children, aos onze anos, as crianças portuguesas são significativamente mais baixas do que a maior parte das suas congéneres da União Europeia, e também mais pesadas do que o padrão de referência para a idade. Resulta que, em conjunto com as crianças espanholas, as portuguesas são aquelas que têm um Índice de Massa Corporal mais acima da norma para a idade. Não era preciso pagar a ninguém para chegar a essa conclusão. Eu dizia-lhes o mesmo de borla. Até dizia mais: não são só as crianças como também os pais das crianças que são mais baixas do que os padrões de referência. E quais são esses padrões de referência perguntam vocês. Pois boa pergunta. Os outros sete países avaliados e que igualam ou superam os tais padrões são a Áustria, a Bélgica, a Dinamarca, a Islândia, a Holanda, a Noruega e a Suécia. Quem tenha visitado algum desses países concordará comigo que uma criança holandesa de onze anos, para dar um exemplo ao acaso, mede o dobro de um adulto português normal. Dos suecos nem falo e acredito que um puto islandês meça o triplo. Há alguém mais português do que um homem atarracado? Talvez só um espanhol atarracado. Mas esta gente europeia do Norte tem aberrações genéticas como padrões de referência. Para nós uma mulher nunca pode calçar um número maior que o do homem. Uma mulher que calce o quarenta e um já é mal vista pela comunidade. A um rapaz de onze anos que pese menos de sessenta quilos damos bacalhau à Gomes de Sá ao pequeno-almoço e não arenque fumado como os dinamarqueses dão aos seus filhos. Quero que metam os padrões de referência bem dentro do dossier. Ou que descubram outros padrões mais ibéricos. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:48
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