Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Ser comentador não é uma profissão nem uma carreira. É uma vocação. Todos nós, os comentadores, tivemos, nalgum momento nas nossas vidas, uma visão que nos mostrou o caminho que devíamos seguir. Essa aparição podia apresentar-se em diferentes formas. Podia ter a forma duma mulher maravilhosa, de um dever cívico a cumprir ou, simplesmente, a forma do desemprego. É por estas e outras razões que não gosto de pôr em causa outros colegas meus. Sei o sofrimento de que padecem para serem leais ao seu destino que também é o meu. Por essa e por outras razões, considero um dever falar-vos da situação embaraçosa que neste momento se encontra o meu nunca suficientemente adjectivado colega Marcelo Rebelo de Sousa. A Entidade Reguladora para a Comunicação Social decidiu abrir um processo contra a RTP e uma empresa farmacêutica, a Generis, acusando as duas empresas de violar o Código da Publicidade no programa “As escolhas de Marcelo”. O problema é que os telejornais e os programas de informação política não podem ser patrocinados. Ninguém é obrigado a saber que os departamentos comerciais e os editoriais ficam em andares diferentes e nem sempre se cruzam no elevador, por isso estas faltas de comunicação são frequentes e nunca mal-intencionadas. Acreditem que todos querem o melhor para todos. Para mim este assunto está resolvido. Marcelo Rebelo de Sousa, depois de informado desta situação, afirmou estar "surpreendido" e "melindrado" por saber que o seu programa na RTP tinha patrocínio e deu graças aos céus por nunca ter tido de falar da Generis. Como eu o compreendo! Antes desta minha humilde intervenção, aqui falam do trânsito e, logo a seguir, imaginem, publicitam a hora. Juro que, felizmente, nunca falei de nenhum desses temas controversos. Mesmo assim, peço-vos para não dizerem nada à Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:52
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