Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Hoje apetece-me falar de mulheres. Nestas semanas casou-se uma humorista e actriz americana de quem gosto muito, Ellen DeGeneres. Também contraiu matrimónio outra talentosa e muito bela Portia De Rossi. Mas estes felizes acontecimentos não são duas encantadoras notícias mas uma só: Ellen e Portia são agora mulher e mulher graças ao Estado da Califórnia que legalizou o casamento entre homossexuais. Se a homossexualidade fosse Paris, Portia e Ellen eram a Tour Eiffel ou a basílica do Sacre Coeur. Sinto inveja do mordomo que lhes leve o pequeno-almoço à cama. Não há dúvida de que neste mundo injusto e facilmente influenciável, qualquer realização pioneira é interessante. Mas quando é realizada por pessoas inteligentes, belas e bem sucedidas, imediatamente torna-se exemplar. Não tenhamos vergonha em admitir que em Portugal temos uma ignorante tendência para confirmar os estereótipos e para nos conformarmos com eles. A ideia de que as mulheres gay são gordas, mal-humoradas e feias é tão errada como dizer que todos os casamentos heterossexuais sao constituídos por pessoas que no fundo gostariam de ser homossexuais. Juro que já ouvi coisas destas. Mas voltando ao mundo injusto, é mais que evidente que as pessoas que querem mudar as leis, as politicas, as ideologias, têm de perceber como as coisas funcionam. O casamento de Ellen DeGeneres e Portia De Rossi fez mais pela defesa dos direitos dos homossexuais que muitas manifestações de solidariedade concorrida por rapazes de esquerda que foram ao engate com a ilusão de fazer duma gay uma verdadeira mulher. A política das reformas fundamentais do nosso país deve passar pelas celebridades. Sócrates podia abrir o jogo e casar-se duma vez por todas. Já não tem idade para se armar em homem livre. Também gostaria que Louca tivesse uma atitude romântica e renovasse os votos. Assim é capaz de ganhar mais um deputado. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:00
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