Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
O rali Lisboa-Dakar foi cancelado e a empresa responsável pela organização vai devolver perto 21 milhões de euros aos 570 participantes. Para todos, claro. Não a cada um dos participantes. Parece muito dinheiro mas tudo isto é relativo. Em termos futebolísticos, 21 milhões de euros não chegam para comprar uma perna do Ronaldo. Mas seriam suficientes para que Angelina Jolie fizesse o papel de Soraia Chaves no filme Call Girl. Por outro lado acho que os organizadores do Lisboa-Dakar, embora não duvide de que sejam boas pessoas, não lêem jornais. Ou será que julgam que a Al-Qaeda, sempre que há um rali, cessa as suas actividades? Reparem que, neste momento, África e o Próximo Oriente não estão a propriamente competir para o Nobel da Paz. É preciso encontrar alternativas. A América do Sul não me parece uma boa ideia. A Colômbia tem as FARC e muita experiência a fazer reféns. A Bolívia, que seria perfeita para esta rapaziada automobilística que gosta de sofrer, está à beira de uma guerra civil. No Brasil só se fosse para andar às voltas de Brasília. O Chile é bom, mais agora tem um vulcão em erupção. Além do mais, fazer a partida desde Lisboa seria pouco natural. Resta à rapaziada do João Lagos olhar para Leste. Lisboa-Vladivostok soa-me bem. É só ir em direcção a Berlim. Depois à direita direcção Moscovo. Sempre em frente. Quando chegar à Sibéria, outra vez à direita, até chegar ao mar do Japão. Não há que enganar.


Publicada por Carlos Quevedo às 22:39
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