Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Felizmente, teremos sempre o PSD. Quando já estamos fartos de falar de temas terríveis que assolam Portugal e o mundo, podemos descansar e apreciar as lutas internas do por agora principal partido da oposição. As notícias do Partido Comunista são inexistentes. O Bloco é por fases, uma discussão fracturante por aqui, outra por ali e pronto. A bem da verdade é preciso reconhecer que o caminho das questões fracturantes é árido. À medida que o tempo passa é natural que certos temas fracturem menos. O CDS está em intensa introspecção e fazem eles muito bem. A estratégia do “deixa-o pousar” não é espectacular, mas o tempo tem sempre a última palavra e, com um pouco de sorte, pode haver um tremor de terra e toda a esquerda nacional pode morrer. Do PS, já sabemos que tudo está correr bem e sempre é encantador ouvir o líder da bancada, Alberto Martins, elogiar o chefe no fim de cada debate na Assembleia. O que ele gosta de Sócrates não tem nome. No PSD isso não acontece desde Cavaco Silva, quando ninguém dizia nada porque tinham um medo dele que se finavam. Depois de Cavaco, foi sempre o mesmo mexido PSD que conhecemos. Os líderes ganham nas eleições internas indiscutivelmente e no dia seguinte descobrem que são uma minoria. Típico. Com Manuela Ferreira Leite foi diferente. Ganhou bem mas não foi uma loucura. No entanto, além da imagem de seriedade, tinha do seu lado as duas cabeças mais mediáticas do partido, o Marcelo e o Pacheco. Mesmo que não falasse, tudo corria bem e era respeitada. Um belo dia, Manuela acordou e disse: “Apetece-me algo. Hoje também não falo da crise nem do governo mas olha, vou falar ao Santana Lopes”. Pacheco e Marcelo amuaram. A partir dali, Manuela percebeu que ser líder do PSD nunca é aborrecido. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:34
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