Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Desde que Jorge Coelho, ex-dirigente do Partido Socialista e ex-ministro das Obras Públicas foi para a Mota-Engil, todos os não-socialistas estão à espera que aconteça alguma marosca. Com o projecto governamental de alargamento do terminal de contentores de Alcântara, com a Liscont como principal beneficiária, uma empresa do grupo Mota/Engil, a oposição delira. Até há um movimento de cidadãos com o lema "Lisboa é das pessoas, mais contentores não!". Não vou vos maçar com a pobreza literária e propagandística deste grito de guerra cívica, porque não quero bater no ceguinho. Embora, confesso, esperava mais elaboração e magnetismo no lema visto que conglomera tudo o que é gente na sociedade lisboeta. Aliás, até eu concordo com esta contestação. E até iria mais longe: exigiria que todos os contentores que chegassem ao porto de Lisboa ficassem situados num sítio muito mais remoto. Por mim até podia ser na Caparica, mas desde que os descarreguem na Trafaria, em Almada, ou se calhar na Lisnave que devem ter muito lugar desocupado. No entanto, no demoraria que se organizasse por essas bandas um outro movimento de cidadãos. Temos de aceitar que nunca, mas nunca, vamos ter uma sociedade com toda a gente contente. Mas voltando a Jorge Coelho. Julgo que é o meu dever defender Jorge Coelho no meio de todas as suspeitas e desconfianças. Como ele próprio diria de mim, eu tenho a mais alta consideração e amizade por ele desde os tempos em que lutávamos por um Portugal melhor que antes. Tenho a certeza de que nada desta história de contentores nem de alargamentos tem que ver com ele. Desafio quem quer que seja a prová-lo. Não tenho dúvidas de que se Jorge Coelho fez algum telefonema, não foi do seu telefone. Se escreveu algum documento, não tem de certeza a sua assinatura. Se teve alguma reunião com algum membro do governo responsável deste projecto, Jorge Coelho não foi nem esteve presente. Julgo que já é hora da acabar com as más-línguas e as intrigas mesquinhas que não nos levam a contentor nenhum. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:29
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Comentários:
De ana cristina leonardo a 4 de Novembro de 2008 às 21:37
Julgo que já é hora da acabar com as más-línguas e as intrigas mesquinhas que não nos levam a contentor nenhum

... ainda me estou a rir...


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