Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Estamos todos fartos das eleições americanas, mas é impossível para mim não fazer um último balanço antes do dia da votação. Não sei como funciona nos Estados Unidos, mas se for como cá, não poderia dar a minha opinião na segunda-feira, véspera da votação. Pelo sim, pelo não, prefiro contribuir hoje para esclarecer quem por milagre ou deficiência física ainda não tenha tomado partido. Apesar de nesse país a coisa não ser assim tão difícil, sabendo que só há duas alternativas. Contudo, acredito que há vários dados que podem confundir as cabeças mais habituadas às coisas europeias mais simples como ser ou não ser comunista, liberdade ou fascismo, com gás ou sem gás, e todos esses dilemas tão próprios do nosso continente. O democrata Obama ou o republicano McCain não é uma opção simples para quem, como nós, sabe distinguir o bem do mal. Na Europa, e quem diz Europa diz Portugal, sabemos que os nossos candidatos têm todas as virtudes, ao contrário dos candidatos dos outros que têm todos os defeitos. Nestas eleições americanas as coisas estão baralhadas. McCain é branco, casado com uma das mulheres mais ricas do país. Mas quem tem mais dinheiro para estas presidenciais é Obama, que não só não tem nenhum parente rico como não queiram conhecer os primos que vivem em África. Outro exemplo. Os jornais mais influentes dos Estados Unidos não apoiaram McCain que foi um herói de guerra, mas Obama que não sabe por que lado duma espingarda sai a bala. Republicanos de renome e até mesmo amigos de longa data de Mccain apelaram ao voto em Obama. Os candidatos a vice-presidente não podiam ser mais diferentes. Um é sexagenário e com fama de falhado, o outro é uma e é jovem e bem sucedida. Quem é mais bem aceite? O velho. De facto nos Estados Unidos, tudo é diferente. É um facto que lá não é como cá, em que o preto é preto e o branco é branco. Fora isso tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:37
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