Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Quem estiver atento terá percebido que ainda não falei da manifestação dos professores. Não é que o protesto me seja indiferente, mas simplesmente porque foi o seu segundo acto massivo neste ano. Por uma questão de agenda e respeito não gosto de andar a repetir temas. No entanto, fico contente que os docentes neste novo protesto tenham superado a assistência alcançada em Março. Sei que Madonna não teria feito melhor. O que está a dar neste Inverno e na próxima Primavera são as manifestações de rua. É por isso que acho conveniente que nos organizemos. Como esta última foi tão concorrida é normal que a próxima seja organizada por outra actividade profissional similar. Não digo similar em termos culturais. Vai ser difícil encontrar um sindicato com tantos licenciados e com associados tão educados. Mas similar em número para não sofrerem um vexame. Seria mal visto que o próximo protesto fosse duma associação com dez mil membros. Seriam ridicularizados pois era inevitável compará-los com esta última. Não chegam nem para provocar engarrafamentos no Rato. Outro aspecto a ter em conta é o percurso. Do Terreiro do Paço ao Marquês de Pombal ou ao contrário, isso já está muito visto. Há itinerários ainda inexplorados como da Rotunda do Relógio ao Parque das Nações. É um pouco comprido mas com as novas estradas, aquilo faz-se num instantinho. Outros mais turísticos que aconselho a profissões liberais por serem mais familiares como de Santa Apolónia ao Castelo de São Jorge ou, ainda mais rápido, do Castelo de São Jorge a Santa Apolónia, que é tudo a descer. Outra questão a discutir diz respeito aos dias. Os sábados não estão mal. Mas é pouco simpático para a comunidade judaica, que é mais numerosa do que as pessoas julgam. Os domingos são maus para os cristãos apesar de serem menos do que a gente pensa. Suponho que a segunda-feira está fora de questão e no meio da semana não dá jeito a ninguém. Sugiro as sextas-feiras. Acho que teriam mais impacto. E mesmo que seja o sindicato dos especialistas em energia eólica, numa sexta-feira à hora de ponta, com certeza os manifestantes vão fazer-se notar. O que não podem é estar sempre a protestar da mesma maneira e nos mesmos sítios. Senão nem o Governo lhes vai dar atenção. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:20
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