Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Estou a ficar ligeiramente preocupado com a moda do nãoismo. Ultimamente a maior parte das notícias são afirmações negativas. A Ministra da Educação não suspende as avaliações; Pinto Ribeiro, Ministro da Cultura, diz que o seu ministério não tem credibilidade; Victor Constâncio não tem pessoal que chegue; a Polícia não divulga o número dos manifestantes, e Mariza não ganha os Grammys latinos. Não nos precipitemos a julgar que a culpa de tanta negatividade é dos políticos ou do país, porque não é. Eu sei que este nãoismo é apenas uma fase jornalística, provavelmente causada pela depressão pré-natalícia que precede a euforia do Natal e do fim de ano. Por outras palavras: cansaço puro e duro. Um jornalista descansado e descontraído transmitiria a informação duma maneira mais positiva. Por exemplo, no caso da Manuela Ferreira Leite que afirmou que “não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite” deveria dizer “quando for governo, a comunicação social continuará, como agora, a seleccionar aquilo que transmite”. No caso do PS que não aceita que o Ministro de Economia, Manuel Pinho, seja inquirido pelos deputados da oposição por causa da sua relação com Manuel Sebastião, Presidente da Autoridade da concorrência, deveria ser dito que o Primeiro-ministro agradece a preocupação dos deputados, mas conhece os Manéis e são ambos encantadores, boa gente, trabalhadores e sérios. No caso do António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, que chumbou o projecto da nova ponte de Lisboa, o que é de facto uma notícia chocante, não custa nada a divulgar sem ofender ninguém. Por exemplo, dizer que António Costa adorou o projecto da nova ponte. Mas gostaria que fosse mais baixinha, um bocadinho mais larga e um pouco mais para a esquerda. E, se fosse possível e não incomodasse, que acabe com pequeno túnel até Chelas para deixar a frente ribeirinha limpa, porque já não sabe onde meter os contentores. Como disse, andamos todos a precisar de férias. Fora isso, tudo bem.



Publicada por Carlos Quevedo às 23:44
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Comentários:
De ana cristina leonardo a 21 de Novembro de 2008 às 23:10
Por exemplo, dizer que António Costa adorou o projecto da nova ponte. Mas gostaria que fosse mais baixinha, um bocadinho mais larga e um pouco mais para a esquerda. E, se fosse possível e não incomodasse, que acabe com pequeno túnel até Chelas para deixar a frente ribeirinha limpa, porque já não sabe onde meter os contentores. Como disse, andamos todos a precisar de férias.

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